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Geraldo Leão
Veiga de Camargo
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É artista plástico e professor do Departamento
de Artes da UFPR.
Mestre em História com pesquisa sobre a introdução
do abstracionismo no Paraná no início
dos anos 60.
Doutorando em História com uma pesquisa sobre
o Paranismo e as relações entre a arte
paranaense do entre-guerras e as ideologias autoritárias.
Atuou como ilustrador, diagramador e arte-finalista
no extinto Diário do Paraná e em agências
de publicidade até 1984 quando, após
exposição individual na Galeria de arte
Banestado, passou a dedicar-se exclusivamente à
pintura.
Participou de inúmeras exposições
no Brasil e no exterior. publicou vários artigos
em periódicos paranaenses como: Nicolau, Correio
de Notícias, Gazeta do Povo e O Estado do Paraná.
Integrou os Conselhos da Galeria de Arte Banestado,
Museu de Arte Contemporânea do Paraná,
é membro do Conselho Estadual de Cultura.
A partir de 1989, tem ministrado cursos de história
da pintura contemporânea e oficinas de pintura
em museus, galerias de arte, e instituições
de ensino superior.
Em 1990 participou da Comissão Curadora que
selecionou artistas paranaenses para exposição
no Museu de Himeji, no Japão. Em 1991 foi responsável
pela curadoria da Exposição retrospectiva
do artista plástico Mohamed Ali, para a Fundação
Cultural de Curitiba. Em 1995 cria e organiza a exposição
Arte contemporânea na UFPR, a convite da Coordenadoria
de Cultura da Pró-reitoria de extensão
e Cultura da UFPR. Curador-assistente da XII Mostra
da Gravura Cidade de Curitiba, Mostra América,
1999/2000. Curador da XXXII Coletiva de Artistas de
Joinville. MAJ/ Joinville, SC.
Escolhas abstratas: Arte e política no Paraná.
1950-1962
Resumo
Este trabalho trata da introdução da
arte abstrata no Paraná e o embate dos agentes
culturais, no final dos 1950 e início dos 60,
com as instituições que mediavam suas
relações com a sociedade, validando
formas acadêmicas de produção
artística. Os artistas pressionam os dirigentes
culturais por mudanças que, porém, apenas
começam a se consolidar quando a geração
dos intelectuais que também participara da
reação ao domínio acadêmico
começa, em 1961, a tomar assento na burocracia
cultural. Estes, em grande parte devido às
origens familiares e relações políticas,
fizeram valer seus princípios de um modo que
dificilmente teria sido possível sem sua articulação
social. As características deste grupo de artistas
e dirigentes culturais e do cenário conservador,
fizeram com que as instâncias de validação
renovadas, passassem a acolher uma produção
que, embora diferente da produção figurativa
dominante, mantinha muitos dos seus valores.
Palavras-chave: Arte e política; arte;
política; abstração; pintura.
Abstract
This study is about the introduction of the abstract
art in the State of Paraná and its cultural
agent's struggle with the official agencies that mediated
the relations between the artists and the society
in the end of the 1950s and in the early 60s. These
artists begun to press the academic Salons and Schools
for changes but these only start to consolidate when
the generation of intellectuals which also fought
against the academic instances, took place at the
official bureaus, from 1961 onwards. These critics
and intellectuals did, for their familiar, social
and political origin, make concrete their aspirations,
in a way much of the artists couldn't. This specific
socio-politic picture, made possible that the renovated
official organs, in a conservative State, really did
change the formal aspects of the artistic production,
but in so doing, needing to keep many figurative characteristics
of the earlier production.
Key words: Art and politics; arts; politics;
abstraction; painting.