Nasceu em Irati - PR, em 1962. Concluiu os cursos de Pintura
e Licenciatura em Desenho pela Escola de Música e Belas
Artes do Paraná, em 1983. Realizou estágio de pós-graduação
em gravura na Academia de Belas Artes de Cracóvia, Polônia,
durante os anos de 1985 a 1987, e curso de aperfeiçoamento
em arte-educação na Universidade do Tennessee em
Chattanooga, USA, em 1995. É Mestre em Educação
e professora do Departamento de Artes da Universidade Federal
do Paraná, tendo ocupado o cargo de Coordenadora de Cultura
daquela Instituição de 1998 a 2002.
Desde 1999 coordena o Projeto de Extensão Oficina Permanente
de Gravura, tendo coordenado e ministrado diversos cursos ligados
à área e organizado exposições coletivas
dos participantes da Oficina desde então.
Realizou diversas exposições individuais,
destacando-se as na Fundação Cultural
do Distrito Federal, em Brasília, e Fundação
Catarinense de Cultura, em Florianópolis,
em 1985; no Clube Internacional da Imprensa e Livro,
em Jelenia Góra, Polônia, em 1987;
no Solar do Barão, Fundação
Cultural de Curitiba, em 1988; no Museu de Arte
Contemporânea do Paraná, em Curitiba,
em 1988 e 1990; nas Galerias Banestado de Ponta
Grossa, Londrina e Curitiba, em 1988, 1991 e 1992;
na Galeria Oswaldo Goeldi, Funarte, Brasília,
em 1989; na Fundação Cultural de Pelotas,
em 1992, na Sala Miguel Bakun, Cosem, Curitiba,
em 1996; no Museu Alfredo Andersen, em 1999 e na
Sala Theodoro de Bona, Museu de Arte Contemporânea
do Paraná, em 2001.
Dentre as inúmeras participações em exposições
coletivas, merecem citação: Coletiva
de Gravadores Brasileiros da Casa da Gravura em
Middletown, Ohio, USA, e em Santa Cruz de la Sierra,
Bolívia, em l984; Galeria Puste Blumen, Berlin
Ocidental, e Semana da Cultura Brasileira, em Rzeszów,
Polônia, em l986; Exposição
de dois artistas no Dom Polonii, em Varsóvia,
Cracóvia e Warka, Polônia, em 1987;
1° Encontro Internacional de Gravura de Montevidéu,
Uruguai, em 1988; Himeji City Museum of Art, em
Himeji, Japão, em 1989; 2ª Bienal de
Gravura de Amadora, Portugal, em 1990; Miniart 91,
em Olofström, Suécia, em 1991;The 17th
Internacional Exhibition of Prints in Kanagawa,
Japão, Pintores Brasileiros na Wspólnota
Polska, Varsóvia, Polônia, e Arte Contemporânea
Brasileira, Mairie de Massy, França, em 1992;
Panorama da Arte Atual Brasileira/93, no Museu de
Arte Moderna de São Paulo, em 1993; Bienal
Internacional de Gravura de Lubliana, Eslovênia,
em 1995; Projeto Tamarind, Exposição
Itinerante, no MAC Ibirapuera, São Paulo,
SP, no Espaço Cultural Bandep, Recife, PE,
no Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ e no Atelier
Livre, Porto Alegre, RS; Gravadores Contemporâneos
do Paraná, Paço Imperial, Rio de Janeiro,
em 1997; e Acervo Contemporâneo Curitiba.
Solar do Barão. Fundação Cultural
de Curitiba, PR. Além disso participou de
diversos salões nacionais, dentre eles o
Salão Paranaense, Mostra do Desenho Brasileiro,
Mostra da Gravura - Cidade de Curitiba, e Bienal
da Gravura de São José dos Campos.
Conquistou diversos prêmios: na VIII Mostra do Desenho
Brasileiro, no II Salão de Arte Religiosa
PUC-PR, no 47° Salão Paranaense, na X
Mostra da Gravura - Cidade de Curitiba, e na 1ª
Mostra Nacional de Gravuras de São José
dos Campos.
Possui obras em acervos de museus e instituições,
entre eles o Museu de Artes de Santa Catarina, o
Museu de Artes do Distrito Federal, o Museu de Arte
Contemporânea do Paraná, o Museu Metropolitano
de Arte de Curitiba, o Museu da Gravura - Cidade
de Curitiba, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro,
e a Australian National Gallery de Camberra, Austrália,
o State Museum em Majdanek, Polônia, e a Universidade
Federal do Paraná. MUSA - Museu de Arte,
em Curitiba, PR.
É autora de diversos textos publicados, entre eles
o livro "Arte, História e Ensino: uma
trajetória", tendo também produzido
artigos para revistas especializadas e capítulos
em livros como o intitulado "Festival de Inverno
da UFPR: 11 anos de cultura, arte e cidadania".
Atua como ilustradora, tendo diversas participações
em publicações. Ilustrou os livros
infantis "O amigo do amigo invisível",
de Monica Mazzoni, "Bichionário",
de Nilson Machado e "Mas que bicho lagartixo",
de Sílvia Orthof, o qual recebeu indicação
de melhor ilustração para o prêmio
Jabuti. Participou também com ilustrações
para a Revista do Concurso Nacional de Contos, além
de ter ilustrado o livro Vida e Movimento, de Milena
Morozowicz.
Resumo
O presente trabalho analisa o processo pelo qual
se deu a implantação do ensino da
arte no Paraná, suas influências de
ordem estética, pedagógica e filosófica
e as metodologias através das quais as primeiras
ações foram operacionalizadas. Verificou-se
terem sido as primeiras iniciativas no campo da
arte-educação em nosso Estado ações
de indivíduos, os quais, predominantemente
imigrantes, trouxeram ao Brasil as experiências
acumuladas em seus países de origem. Atuando
em condições precárias e adversas,
esses pioneiros, graças às suas iniciativas
pessoais, contribuíram significativamente
com o meio cultural que adotaram como seu.
Entre eles, destacaram-se as figuras de Mariano
de Lima, Alfredo Andersen, Guido Viaro, Emma e Ricardo
Koch, os quais, pela relevância de sua obra,
mereceram neste estudo capítulos específicos.
Em suas realizações, cada um desses
artistas-professores se caracterizou por uma postura
pioneira em um determinado campo da arte-educação.
Mariano de Lima foi o responsável pela instituição
da primeira escola de artes do Paraná, a
Escola de Belas Artes e Indústrias. Já
Alfredo Andersen, através do sistema de ateliê
livre, foi o primeiro artista a formar uma escola
de pintura com características definidas
em nosso Estado. Ambos tinham como preocupação,
ao lado de suas ações voltadas para
a formação do artista, a questão
da união entre arte e indústria e
da arte como um instrumento de capacitação
para o trabalho. Guido Viaro, Emma e Ricardo Koch
foram os primeiros a pensarem a arte-educação
infantil, cujos enfoques, embora distintos, tinham
em comum a valorização da liberdade
de expressão da criança.
Essas quatro personalidades, através de suas
idéias e de suas ações como
arte-educadores, abriram caminhos importantes, embora
nem sempre compreendidos e levados adiante, dentro
do panorama do ensino de arte do Paraná,
constituindo exemplos de arrojo visionário
e determinação.
Abstract
This work analyses the process by which the
teaching of art in Paraná came about, the
aesthetic influences, pedagogic and philosophy plus
the methodology by which the first steps were taken.
It verifies who first took the initiative in the
art-education field in this State, of whom were
predominantly immigrants, bringing with them accumulated
experiences to Brazil from their country origin.
These pioneers worked in precarious and adverse
conditions. Despite this, it is thanks to their
personal initiative that has significantly contributed
to local culture which they adopted as theirs.
Amongst them, Mariano de Lima, Alfredo Andersen,
Guido Viaro, Emma e Ricardo Koch stand out for their
educational work of which deserve a special chapter
in this study. In their achievements, each of these
artists/teachers carry the characteristics of a
pioneer in a determined art educational field.
Mariano de Lima was responsible for the first Art
School in Paraná, Escola de Belas Artes e
Indústrias. Alfredo Andersen was the first
artist to form a painting movement with defined
characteristics in our State by means of a informal
school/workshop. Both were concerned, besides their
actions towards the formation of artists, with the
question of a link between art and industry and
art as an instrument for work.
Guido Viaro, Emma Koch and Ricardo Koch were the
first to think about art education for children,
both focused, although differently, on the appreciation
of free expression of children.
These four figures, through their ideas and actions
as art-educators, opened important doors, although
no always understood and carried out, within the
parameters of teaching art in Paraná, which
consists of intrepid and idealistic examples of
determination.
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